Coordenador do Pronto-Socorro do Hospital Bom Jesus orienta população sobre quando procurar atendimento de urgência e emergência

 

DR ALEISTER

Todos os meses são registrados mais de 3 mil atendimentos no Pronto Atendimento

A procura pelo Pronto-Socorro para situações que poderiam ser resolvidas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou em consultas ambulatoriais tem contribuído para a superlotação dos serviços de emergência em todo o país. No Hospital Bom Jesus (HBJ), em Ituporanga, a realidade não é diferente. Aqui no HBJ são cerca de 3 mil atendimentos por mês no Pronto Socorro, sendo que boa parte não precisaria utilizar o serviço e poderia ter as situações resolvidas nos Postos de Saúde.

Com o objetivo de esclarecer a população, o medico coordenador, Dr. Aleister Aquino, explica a diferença entre os casos de urgência e emergência, orienta quando o Pronto-Socorro deve ser procurado e detalha como funciona a classificação de risco, sistema utilizado para definir a prioridade dos atendimentos. Para o médico , compreender essa diferença é fundamental para que o paciente procure o serviço mais adequado para cada situação.

“Uma emergência é uma condição que representa risco imediato à vida e exige atendimento imediato. Já a urgência é um quadro que necessita de avaliação médica em tempo oportuno, mas que, na maioria das vezes, não apresenta risco iminente de morte”, explica.

Entre os exemplos de emergência estão dor intensa no peito com suspeita de infarto, dificuldade respiratória grave, acidente vascular cerebral (AVC), convulsões prolongadas, traumas graves, hemorragias importantes e perda de consciência. Já casos como febre persistente, dores moderadas, pequenas lesões, infecções e outros quadros clínicos sem sinais de gravidade costumam ser classificados como urgências ou podem ser inicialmente avaliados nas Unidades Básicas de Saúde.

Outro ponto frequentemente questionado pelos pacientes é o motivo pelo qual pessoas que chegaram depois são atendidas antes. Segundo o coordenador do Pronto-Socorro, isso acontece porque o atendimento segue critérios técnicos definidos pela classificação de risco. “A classificação de risco não considera a ordem de chegada, mas sim a gravidade do quadro clínico. O objetivo é garantir que os pacientes com maior risco de agravamento ou de morte recebam assistência o mais rapidamente possível. Trata-se de um protocolo utilizado mundialmente para oferecer um atendimento mais seguro e justo”, destaca.

Dr. Aleister ressalta que procurar o serviço adequado também contribui para reduzir o tempo de espera e melhorar o atendimento de toda a população. “Quando casos de baixa complexidade ocupam o Pronto-Socorro, como por exemplo quem vem pra renovar receita ou pedir um atestado,  os profissionais precisam dividir sua atenção entre situações simples e pacientes em estado grave. Isso pode aumentar o tempo de espera e impactar diretamente quem realmente necessita de atendimento imediato.”

O Hospital Bom Jesus orienta que, sempre que possível, casos de menor complexidade sejam encaminhados às Unidades Básicas de Saúde, que contam com equipes preparadas para avaliação clínica, acompanhamento e tratamento. Já diante de sinais de gravidade ou situações que coloquem a vida em risco, a recomendação é procurar imediatamente o Pronto-Socorro.

Além de garantir mais agilidade aos pacientes em estado crítico, o uso consciente dos serviços de saúde fortalece toda a rede de atendimento e contribui para uma assistência mais eficiente e humanizada.